quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se você viesse.


Quem é você? Queria ao menos saber o seu nome, o sobrenome também não cairia nada mal.
Que troca de olhares inesperados em um local completamente inusitado. Seu rosto, olhos, boca, sorriso... tudo me parece tão familiar, de um jeito que até assusta.
Mas não saber algo sobre você me entristece. Não saber o som da tua voz.
Ficou apenas guardado em minha memória o teu rosto iluminado e aquela piscadela sinuosa, que fez o meu coração acelerar e minhas mãos suarem.
Uma adrenalina que há tempos o meu corpo não sentia.
Queria saber o porquê de você estar naquele local, qual a sua comida favorita, cor que mais gosta, onde mora se tem algum animal de estimação, se prefere sol ou chuva, dia ou noite, qual estação do ano mais o agrada, se gosta de praia, viajar, se prática algum esporte, o que estuda com quem mora, banho quente ou frio, bermuda ou calça, sandália ou tênis, hora dia mês e ano que nasceu, quem é @ seu melhor amigo@, qual lugar costuma freqüentar, doce ou salgado, caneta preta vermelha ou azul, cor da parede do seu quarto, sabor de suco e sorvete predileto, fruta que mais o agrada, estilo musical, se gosta de ler, o que o faz sorrir, qual o primeiro pé que põe no chão ao se acordar, se tem manias, qual perfume usa, qual o seu signo, o que mais detesta, o que te faz chorar, com quantos anos deu o primeiro passo, lugar que gostaria de conhecer, filme que mais gosta, já sofreu por amor, melhor hora do dia... Tantas indagações... Será que ao menos um dia conseguirei obter as respostas?
Seu rosto nunca será apagado da minha memória, nem tão pouco teu olhar tímido sobre o meu. Em uma tentativa frustrada de querer falar um simples “oi”.
Será que vais pensar em mim como estou a fazer agora?

Quanto a você Universo, terás uma nova missão: que nossas vidas se cruzem novamente, novamente, novamente, novamente e novamenteeeeee...

Olhando pra trás.

Ao som dos Beatles tento recolher os meus pedaços que se espalharam por aí.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nalgum lugar

Lanço-me no mundo, numa frustrada tentativa de vir a te esquecer. Ah, que tarefa árdua que a vida me impôs, quão complicada.
Cumpri-la exige longas noites regadas a lágrimas; sofrimento que parece não ter fim. Rendo-me a essa tristeza que ao menos me faz lembrar você.
Será que vou poder ter você pra mim algum dia, debruçado em meu colo, sussurrando palavras em meu ouvido, sue corpo quente sobre o meu, coração com coração.
O único som que consigo captar é o do teu coração... Que bate acelerado junto ao meu, num compasso que mais parece ensaiado.
Cada segundo torna-se maravilhoso quando nossos corpos se unem com tanto fervor.
Quero esses momentos eternizados de novo, de novo e novamente, até então eternizá-los.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Loading indifference in his eyes.

Quero livra-me dessa situação o quanto antes possível. Chega dessa indiferença que me ronda ocasionada por ti. Não quero viver juntamente contigo dentro dessa situação. Por que ages assim? Está explícito até nas entrelinhas da tradução do teu olhar. Quanta mágoa carrega agora o meu peito. Dor que não para de incomodar esse coração tão cheio de sentimentos. Quero verdade nas tuas palavras e nos teus olhares.

Vãos e sóis

Não passo de uma andarilha vagando pelas alamedas escuras da solidão e da ilusão.
Becos que direcionam os meus pensamentos, apontando-os para o incerto.
Sou mais uma enlamaçada andando a procura de uma moeda com o valor de apenas um real do mais lindo e puro amor.

Querer


Quero amadurecer os meus sentimentos, ritmar as batidas do meu coração, marcando um compasso sereno.
Juntar a dor e o amor naquela velha canção que ‘desatina sem doer’.
Melodia intensa, como aqueles beijos que aparecem em meus sonhos; minha boca na tua... Fazendo o encaixe perfeito.
Apenas, quero você comigo nas noites de inverno europeu.
Quero, querendo, querer-te.

'Aonde o barco foi desaguar?'




Sentimentos antigos reapareceram, como um lampejo de luz transcendendo a janela do meu quarto. Aquela que por vezes debrucei-me a espera dessa onda nostálgica.