terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sem pudor.

Como são divertidas as relações sociais familiares que estabelecemos ao longo de nossa vida. Sair com os amigos é completamente o oposto de um almoço em família, cada um com a sua peculiaridade.

Não digo que um é bom e outro ruim, e sim que os dois têm as suas qualidades. Estar com os amigos é algo mais descontraído, você ousa, tem uma liberdade maior, age sem medo de ser reprimido, já um almoço ou um passeio em família é algo completamente diferente, dependendo é claro, da relação que você estabeleceu com os seus parentes, pois tem famílias que são mais conservadores, e agradeço por não ter nascido em uma assim, pois seria a “ovelha negra da família”, como diz nossa queridíssima Rita Lee.

Independente de estar ou não em socialização com a família ou com amigos sou a favor da liberdade, seja de expressão ou de atos, sejamos sempre nós mesmos independente da situação ou circunstância.

VIVA A LIBERDADE

VIVA A EXPRESSÃO

VIVA O AMOR

VIVA A LOUCURA

VIVA VIVA VIVA !

Estrada

A viagem foi tranqüila, música, paisagem estonteante, frio... É bom sair um pouco da correria do dia-a-dia, fugir do caos da sua cidade e ir de encontro a outro caos, mas por ser um caos diferenciado você acha que aquilo talvez possa lhe fazer bem, e de certa forma o faz.

Ver pessoas novas, lugares novos, vivenciar novos momentos, tudo isso aumenta a nossa auto-estima, nosso ego, nosso prazer, nossa satisfação.

Queria eu poder viajar sempre que pudesse, sempre que desejasse.

Bem... sem tantas delongas afirmo desde já que sou uma amante de aventuras. Quero minha vida sempre assim, usufruindo de tudo de mais satisfatório que ela tem a nos proporcionar.

Ê vida..

Ê amor..

Ê laia.


Sinta, sentimentos

Me pego pensando como os sentimentos conseguem mudar todo um ritmo de vida que vínhamos seguindo antes de sermos invadidos por essa enchente de amor.

O poder é tão grande que às vezes o que consideramos errado se torna certo, ou vice e versa.

Falar de algo subjetivo é sempre complicado, algo não concreto, algo não palpável, algo que não garante fácil compreensão. Como dar significado a isso? Como entender?

Existe algo que é exterior e interior ao homem que ele ainda não conseguiu manipular por completo.

Espero que continue assim... fincado na subjetividade e garantindo-nos dias de plena realização. Sentimentos intensos, sentimentos sinceros, sentimentos avulsos, sentimentos iluminados, sentimentos dolorosos, sentimentos incertos, sentimentos cheios de certeza, sentimentos, sentimentos, sentimentos, (...) sinta e deixe um pouco de lado ou pra depois os questionamentos, apenas sinta.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Estranho.

O que mais posso esperar das noites. Noites cheias de glória, luz, escuridão, sombras, risos, companhias... noites.

Se pudesse dizer, sem precipitações, que me senti a pessoa mais feliz desse mundo em uma simples fração de minutos, assim o faria. Poucas palavras, histórias confabulosas e muita muita gargalhada, daquelas que a sua barriga dói, seu maxilar não agüenta mais fazer movimentos exagerados e cai uma lágrima do seu olho (garanto-lhes que não é de tristeza).

Triathlon, frio, toalha, água, viver, bolhas, superfície, ilha, casa, caverna, propriedade privada, hora, gelo, França, neve, lago, camada, quebrar, partir, boneco de neve, carro, atolar, água, hora, água, hora, superfície, loucura, loucura, loucura, balanço, chão, areia, riso, superfície, água, preso, riso, superfície, hora, relógio, celular, quarto, cozinha, água, comida, água, ricota, pão, geladeira, maionese, presunto, miojo, água, balde, comporta, geladeira, água, inundação, janela, fechar, água, comida, nham, nham, comida, água, miojo, computador, internet, nham, nham, gargalhada, gargalhada, nham, ricota, queijo, riso, miojo, presunto, risos, água, loucura, prisão, descompasso, água, queijo, chocolate, amargo, queijo, água, loucura, larica, nham, nham, nham, água, água, dissolver, água, em, água, água, água, águ, ág, á, ....

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Deixa-me ser.

É estranho ter voz e não poder falar, ter gestos e não poder agir, ter dor e não poder sofrer, ter lágrimas e não poder chorar, ter vida e não poder viver...

Vivo presa a uma realidade que não condiz com a que vive em meus pensamentos. Tantos anos se passaram e nada muda, tudo permanece estático como em minha infância.

Gostaria que reparassem em mim, que percebessem que aqui dentro existe uma série de sentimentos e um coração que é feito de amor.

O que acontece comigo, permanece comigo. Nunca se preocuparam se estou bem, se meus estudos vão bem, se gostei da festa que fui, o que eu gosto de ler, o que gosto de ouvir, qual a minha cor favorita, a comida mais deliciosa que comi, qual o lugar que gostaria de visitar, quem são os meus amigos, se já me apaixonei, se sofri... coisas tão simples, mas que são tão significativas para a vida de uma pessoa. Inclusive para a minha.

Falar? O que é isso aqui dentro dessa casa? Eu pelo menos desconheço completamente. Eu deveria já estar acostumada, afinal quantos anos já se passaram e eu continuo fincada nessa realidade temerosa? 10 anos? 18?

Criou-se um verdadeiro abismo entre nós, cada um de um lado da montanha e acho que ninguém se deu conta disso, e se deu não faz a menor diferença, pois não tentam mudar em nada.

Já pensei tantas vezes em fugir, chorar ate doer, gritar... pra quê? Eu não sou nada, me completamente invisível nessa casa.

Sinto-me deixada de lado, como se a única pessoa que interessasse fosse ela. Eu? Sou uma adolescente displicente que não sabe fazer nada, absolutamente nada, nem atravessar uma rua de tão lesa que é. Acho que se não soubesse fazer isso estaria morta e seria capa de algum jornal local “Adolescente morre atropelada em frente à Universidade Federal da Paraíba”, dizem que qualquer pessoa me levaria porque confio em todo mundo, será que se fosse assim mesmo eu estaria ainda aqui?

Não me conhecem, nunca me conheceram e não faz a menor questão de me conhecer, passo despercebido diante dos olhos de vocês.

Passei tanto tempo com um nó na garganta, querendo falar tudo o que me desse na telha, mas não posso a única pessoa que poder falar é ela.

Ela é a certa em tudo, e todas as coisas que faço são consideradas erradas ou simplesmente não são consideradas.

Por isso me apego a livros, a músicas, amigos, esses me fazem sentir completa, fazem eu me sentir alguém visível. Liberta de mim esse nó que prende a minha garganta, esse aperto em meu peito.

Dentro de casa me sinto uma pessoa extremamente solitária.

Queria que o rumo dessa história mudasse, mas não basta uma pessoa só querer.

Queria que vissem que cresci, que atitudes tomadas em minha adolescência não condizem mais com a realidade do hoje, nós somos seres humanos e estamos em constante mudança, assim é você, assim sou eu, assim somos nós.

Amadureci, tenho conhecimentos a cerca de tantas coisas, meu intelecto se expande a cada dia, estudo Marx, Hegel, Max Weber, escuto Chico Buarque, Vinicius de Moraes, tenho maior criticidade a respeito das coisas, vejo o modo de produção capitalista com outros olhos – olhos de repressão, estudo Mitologia... é eles não sabem nada sobre mim.

Esse texto vai para o meu blog, eles nem sabem a respeito dele, nem sabem que escrevo e que gosto de fotografia...

Espero que um dia vocês possam ver isso com os seus próprios olhos.

E vejam que eu verdadeiramente amo vocês.

Ali.

Você pode até não vê-lo, deletar do msn, orkut, facebook, não frequentar mais os lugares que ele frequenta, mas do que adianta? Se na mente, pensamentos, devaneios, coração, numa lembrança... ele permanece ali, intacto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Surpreeeeesa!

É estranho ser pega de surpresa, dizem que surpresas sempre são boas, mas acho que as pessoas que pronunciam tal afirmação estão claramente enganadas.

Fui pega de surpresa e garanto que não foi uma das melhores. Pensei que naquele momento o mundo tinha desabado sobre minha cabeça, que o chão estivesse sumido e eu caísse em um poço sem fim, escuro e frio. Garanto-lhes que não foi lá uma das melhores sensações que tive em minha vida.

Por um segundo pensei que não iria suportar, mas tive de me conter... não estava só, haviam pessoas ao meu redor e como qualquer pessoa antes de cair no choro diante de tanto olhares pensaria, eu pensei: “não posso dar vexame, e acima de tudo tenho que mostrar minha superioridade e maturidade diante de situações difíceis.”

Suportei...

Desviei o olhar e comecei a buscar pensamentos que não condiziam com a situação, que me levassem a outra realidade, provas, amigos, família, chá gelado, brigadeiro, fim de tarde, fotos, livros, filmes, músicas... fugir do momento, sair correndo daquele lugar, era tudo o que o meu coração desejava naquele instante. Meus nervos estavam à flor da pele, meu coração batendo num samba dobrado, mão suando, lágrimas a ponto de jorrar como uma cachoeira...

É... eu precisava sair dali, o quanto antes possível.

Queria que tudo aquilo fosse ilusão, que fosse um sonho, daqueles sonhos que parecem reais que até acordamos afobados. Mas não era. Estavam ali, na minha frente, porta escancarada pra todo mundo ver. Parecia que tinham jogado um tremendo balde de água fria na minha cabeça.

Saí de lá altamente atordoada, incrédula de tudo. Completamente a deriva.

Minha cabeça estava a mil, sendo bombardeada por questionamentos, que parecia não ter fim. Por quê? Como? Será mesmo? O que devo fazer? (...)

Um filme passava diante dos meus olhos, todos os momentos que passamos juntos agora desmoronavam tudo o que eu conseguia sentir era um aperto no peito, uma vontade incessante de chorar.

Sou assim tão frágil? Tão sentimental? Ou qualquer pessoa que passasse pelo que passei agiria dessa mesma maneira?

Queria xingar, gritar, espernear. E ainda quero.

Dizem-me que isso logo, logo vai passar e que não será a primeira vez e nem a última que passarei por uma situação como essa ou parecida.

Não quero saber se vou passar por isso novamente ou não. Quero apenas, que essa dor cesse que eu possa abrir as portas do meu coração novamente.